
Originalmente publicado em 2013,”Ela não é invisível”, é um dos títulos mais recentes da lista de vinte obras de Marcus Sedwick. Além de escritor, o britânico é músico e ilustrador. Seus livros foram finalistas de prêmios literários importantes como o Guardian Children’s Fiction, o Blue Peter Book e o Edgar Allan Poe.
Eu mesma quase não acreditava. Ver papai. Em Nova York. Parecia que eu estava inventando, apenas para convencer a mim mesma de que estava fazendo alguma coisa, que podia fazer alguma coisa a respeito daquele sumiço, embora na verdade fosse impossível. Mas acontece que nunca se sabe o que é ou não verdade, o que pode ou não ser impossível, até que se faça uma tentativa.
Não sei dizer exatamente o que eu esperava de “Ela não é invisível”. Sei que não tinha expectativas de encontrar nele o favorito do ano, por exemplo, mas também não embarquei chutando o balde. Então pode ter sido um meio termo, talvez? Não sei bem. É possível que não seja por acaso que esse início em área cinzenta combine com minha opinião final.
Sedgwick usa uma linguagem simples, mas peca quando tenta filosofar de mais. Apresenta personagens fortes, mas em situações inverossímeis. Elabora um mistério interessante, mas de desfecho pouco surpreendente. Levanta excelentes questões, mas deixa várias sem resposta. Ou seja, perde onde ganha. É uma gangorra de equilíbrio delicado.
Recomendo “Ela não é invisível”? Ora, sim! Esse é um bom livro, com seus bons, inclusive excelentes momentos. Para subir de nível faltou apenas enxugar a esforço do autor escorrendo pelas páginas. Fica a prova de que tentar demasiadamente também pode ser prejudicial.
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